Tudo começou com meu amigo americano, Daniel. Meu colega vive a cavalo entre Nova York, Londres e Madrid, e ainda que frequentemente passo algumas temporadas sem vê-lo, não é comum que você perca a cabeça por mais de dois ou três meses de golpe. Daniel sempre foi um tipo gordo. Nós, os que nos jogos de futebol perdiam fole rápido. Do que poderíamos qualificar como “robusto”, sem chegar a chamá-lo de gordo.

Quando, há algumas semanas voltei a vê-lo depois de uma de suas estadias no estrangeiro, fiquei surpreso de encontrá-lo visivelmente mais magro. Eu pensei que a memória me enganava, e que tinha passado mais tempo desde o nosso último encontro, mas enquanto nós nos sentávamos para comer qualquer coisa e lhe elogiava por sua nova aparência, Daniel me desmentiu. “Eu só estive fora por um mês” e confirmou minhas suspeitas: “Mas agora o peso de seis quilos a menos”.

Tudo começou com meu amigo americano, Daniel. Meu colega vive a cavalo entre Nova York, Londres e Madrid, e ainda que frequentemente passo algumas temporadas sem vê-lo, não é comum que você perca a cabeça por mais de dois ou três meses de golpe. Daniel sempre foi um tipo gordo. Nós, os que nos jogos de futebol perdiam fole rápido. Do que poderíamos qualificar como “robusto”, sem chegar a chamá-lo de gordo.

Quando, há algumas semanas voltei a vê-lo depois de uma de suas estadias no estrangeiro, fiquei surpreso de encontrá-lo visivelmente mais magro. Eu pensei que a memória me enganava, e que tinha passado mais tempo desde o nosso último encontro, mas enquanto nós nos sentávamos para comer qualquer coisa e lhe elogiava por sua nova aparência, Daniel me desmentiu. “Eu só estive fora por um mês” e confirmou minhas suspeitas: “Mas agora o peso de seis quilos a menos”.

Daniel me conta a sua história: ele estava cansado de dietas prêt-à-porter. Depois de longas horas de navegação, deu com uma dieta batizada como Nordiska, desenvolvida por uma empresa que se chama My genomics (mygenomics.co.uk). O sistema é simples: consiste em que o comprador de uma dieta, que deve pagar cerca de 315 euros – mande uma amostra de saliva para análise em um laboratório de Newcastle (Reino Unido), a fim de que este se isolar oito genes e os avalia em trinta e seis combinações de dieta e exercício.

Na realidade, a dieta Nordiska são apenas quatro: uma gordura reduzida, outra com limitação de carboidratos, com baixo índice glicémico, e um quarto –que, para mais inri, é que recebem a maioria dos pacientes – que combina as anteriores.“Vamos, que em sua versão mais equilibrada é uma dieta de baixa caloria que as de toda a vida”, me diz a nutricionista Raquel Bernácer.

Raquel me conta que há mais de dez anos, que vêm aparecendo no mercado vários testes que prometem facilitar o trabalho dos nutricionistas e nutricionistas detectar supostas intolerâncias a diferentes tipos de alimentos. “Nós chegamos a ver como algumas dessas provas nem sequer davam positivo na intolerância ao trigo em pacientes com doença celíaca. É muito difícil reduzir a nutrição humana a uma fórmula aplicável e desglosable de um modo tão simples”.

Mas, embora o que me foi comentado Bernácer me parece bastante revelador, ainda não tenho uma resposta para a pergunta do milhão: Existe e funciona uma dieta totalmente adaptada aos genes de cada indivíduo?

“No caso da obesidade, os fatores são complexos, e somente em raras ocasiões podem achacarse a uma única razão”, explica Francesc Xavier Blasco, que durante mais de sete anos de idade, estudou as possibilidades da terapia genética. Blasco me recomenda que consulte o doutor em bioquímica José Carlos Perales, uma das autoridades no estudo do diabetes e seu tratamento através da terapia genética. E Perales me dá uma opinião semelhante. “Um dos grandes problemas que temos na hora de determinar se a obesidade ocorre por razões genéticas ou deriva de nossos hábitos de vida, nossa cultura e nossa educação é que os humanos não vivemos trancados em laboratórios”.

Blasco, como Perales, mostra-se bastante cético diante das virtudes da dieta que continuou Daniel. “Não acho que seja suficiente a analisar oito genes. E estou absolutamente seguro de que não é suficiente para usar o enfoque genético, porque tudo se pode reduzir-se a quatro grupos de população. Uma terapia que não esteja totalmente personalizada não tem mais sentido”.

O outro tipo de dieta, como a do grupo sanguíneo, o que pressupõe que se adaptam a cada pessoa? Blasco é conclusivo: “A proteína que define o grupo sanguíneo não tem nada que ver com a alimentação, e, na verdade, olhe como você olha, não deixa de ser uma outra dieta mais”.

Outro dos eixos do programa da dieta Nordiska, segundo me conta Daniel, é o exercício. Peço-lhe que me ensine a tabela que lhe prescreveram seus assessores, e, juntos, vamos um dia para o ginásio. Caro leitor, se você é dos que compram normalmente esta revista, e posso te assegurar que não há nada na tabela de outrora que não tenha visto antes.Encontrassem; durante dois anos algo mais, descubro que o programa Nordiska tem como vantagem o aconselhamento de um consultor em esportes. E estas são duas ferramentas importantíssimas na hora de perder peso.

“A importância do meio ambiente, dos hábitos e da cultura, na hora de combater o excesso de peso, é enorme”, me insiste José Carlos Perales. “Os genes, como tais, não podem ser alterados, ou, pelo menos, não em uma geração, mas como fruto da evolução das espécies. Temos o que temos, como livros em uma biblioteca. No entanto, por colocar uma comparação que se entenda, os livros podem estar mais ou menos organizados, estar cobertos de poeira, ter um tipo de letra mais legível ou menos. E aqui é onde se vão ocorrer muitos avanços”.

Você…

Você tem urticária quando você come pão integral

Sofre de inchaço e dor ao comer produtos lácteos

Você marés e você está errado com apenas tomar uma cerveja

Se ficar sem fôlego ao comer comida lixo

Provavelmente seja

Alergia ao glúten ou doença celíaca. O seu sistema imunitário reage contra as proteínas do glúten da comida. O efeito ocorre poucos minutos depois de comer.

Intolerância à lactose. Não é um problema imunológico. Deve-Se à falta de lactase, enzima que digere a lactose do leite e dos produtos lácteos.

Alergia ao álcool. A incapacidade para metabolizar o álcool ou a alergia a um ingrediente da bebida. O álcool também pode intensificar qualquer alergia a outros alimentos.

Intolerância às substâncias químicas. Em particular, as geradas por compostos sintéticos, como os E – e os intensificadores de sabor

(por exemplo, o MSG).

Outros sintomas

Erupção cutânea, pruritos, inchaço (lábios, pálpebras), dificuldades respiratórias

Gases, inchaço, flatulência e diarreia

Irritação na pele, vômitos e tonturas.

Inflamação da garganta,

como se tivesse asma, inchaço e irritação da pele.

Deve evitar

Trigo, centeio, cevada, alimento embalado que contenha.

A maioria dos laticínios: leite, manteiga, queijo e cremes

Licores e bebidas com álcool carregados de aditivos.

Alimentos preparados.

Leia bem os rótulos para

evitar substâncias perigosas.

Opta por

Arroz, quinoa, milho, amaranto.

Lácteos fermentados: iogurte, coalhada e queijo branco.

Bebidas muito diluídas ou sem álcool.

Produtos ecológicos e sem aditivos, sempre que possível.

Te curarás assim

Eliminando o glúten. As reações após um ataque se combatem com anti-histamínicos.

Tomando suplementos enzimáticos. Consulta a um nutricionista.

Identifica a raiz do problema: a histamina e as leveduras tendem a ser os culpados.

Evita a comida lixo. É um problema químico, não uma alergia.