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1920 - 1930: Uma Década Corintiana

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1920 - 1930: Uma Década Corintiana

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1920 - 1930: Uma década corintiana

O Corinthians iniciou a década de 1920 com mudanças em seu escudo, que teve adicionado um círculo com o nome do clube e o ano de fundação, além da Bandeira de São Paulo no centro.[carece de fontes] Repetindo as duas temporadas anteriores, o Corinthians chegou na terceira colocação nos Paulistas de 1920[20] e 1921,[21] edições que mais uma vez foram dominadas por Paulistano e Palestra Itália. Contudo, há de se destacar duas pujantes goleadas corintianas nestes dois campeonatos. A primeira delas sobre o Santos, por 11 a 0, no dia 11 de julho de 1920. Este resultado é até hoje a vitória por maior diferença de gols a favor do clube em todos os tempos. No torneio do ano seguinte, o Corinthians aplicou a maior goleada de sua história: 12 a 2 frente ao "mosqueteiro" Internacional, no dia 23 de outubro de 1921.

Time que conquistou o primeiro Tri Campeonato em 1930.

Os nove anos seguintes foram gloriosos para o Corinthians. Dos nove Campeonatos Paulistas disputados entre 1922 e 1930, o time faturou seis, sendo dois tricampeonatos (1922-1923-1924 e 1928-1929-1930).

O Paulista de 1922 foi um dos mais importantes da história corintiana. Primeiro, porque, naquele ano, comemorava-se o centenário da Independência do Brasil. Segundo, porque a troféu em disputa - a "Taça do Centenário da Independência" - foi conquistado no jogo contra o poderoso Paulistano, o time da elite e espécie de antítese corintiana naquele início de século.[2] Na campanha vitoriosa, o Corinthians venceu 14 partidas, empatou duas e perdeu apenas outras duas, ficando um ponto a frente do rival Palestra Itália.[22] Entre os heróis de 1922, estavam o zagueiro Armando Del Debbio, o meia Tatu (autor de um dos gols do título) e o atacante Gambarotta - sem deixar de mencionar ídolos já consagrados Neco e Amílcar.[2]

A mesma base vitoriosa seria mantida para as duas conquistas seguintes. Os corintianos faturaram o bicampeonato no Paulista de 1923 com 14 vitórias, um empate e duas derrotas. Um dos momentos especiais da equipe corintiana foi a goleada por 4 a 1 sobre o Palestra, no dia 8 de julho. No segundo turno, os rivais palestrinos resolveram nem entrar em campo, e o Corinthians venceu por W.O..[23]

Já o tricampeonato no Paulista de 1924 foi conquistado somente na última rodada. Corinthians e Paulistano disputaram ponto a ponto a liderança do torneio e chegaram até a rodada decisiva empatados em 23 pontos. E os dois rivais se encontrariam justamente na última rodada e o vencedor do confronto seria o campeão paulista de 1924. E no duelo disputado no dia 11 de janeiro de 1925, o Corinthians venceu por 1 a 0 e ao tricampeonato estadual.[24]

Na temporada seguinte, no entanto, o Corinthians deixou escapar o quarto título paulista consecutivo. Invicto até o encerramento da penúltima rodada, o alvinegro perdeu o última partida na competição, diante do rival Paulistano. O título do Paulista de 1925 acabou com a Associação Atlética São Bento, com 16 pontos, um a frente de Corinthians (vice-campeão) e Paulistano (3º colocado).[25]

Em 1926, o Corinthians se aventurou na compra de um novo campo. O clube trocou o campo da Ponte Grande pelo do Parque São Jorge, cujo terreno foi comprado junto ao empresário Nagib Salem por 700 contos de réis (moeda da época), em várias prestações, quando lá existia apenas um campo. O estádio foi construído aos poucos e ganharia o nome de estádio Alfredo Schürig, mas carinhosamente passou a ser conhecido como Fazendinha.[26] Também naquele ano, o futebol paulista teve uma nova cisão, quando o Paulistano rompeu com a APEA e decidiu criar uma nova liga de futebol, denominada Liga de Amadores de Futebol (LAF). A divisão perdurou por três temporadas.[9] O Corinthians permaneceu na APEA e disputou o Paulista daquele ano desta liga, mas terminou a competição na terceira colocação (atrás do Palestra Itália e do Auto Sport Club).[27]

Em 1927, o Corinthians foi convidado para integrar a LAF e chegou a aceitar a oferta da liga rival, mas no último momento desistiu e retornou à APEA. O Paulista daquele ano foi dominado pelo Palestra. Como consolo, os corintianos bateram os campeões palestrinos por 3 a 1 na última rodada e lhe tiraram a invencibilidade no torneio. O clube do Parque São Jorge terminou a competição na terceira colocação.[28]

No final da década, o Corinthians seria tricampeão Paulista pela segunda vez. Tendo como maiores rivais Palestra e Santos, o Corinthians faturou o Paulista de 1928 com um jogo de antecipação. O título paulista foi conquistado diante da Associação Portuguesa de Desportos, com uma vitória por por 3 a 2 no dia 25 de novembro de 1928.[29]

Contra a mesma Portuguesa e novamente com um jogo de antecipação, o Corinthians faturou o bicampeonato no Paulista de 1929. O time do Parque São Jorge arrasou - no dia 3 de novembro de 1929 - o adversário com uma goleada por 7 a 1. Para coroar a grande conquista, mais uma goleada, desta vez contra o maior rival Palestra Itália: 4 a 1.[30]

O Paulista da APEA em 1930 ganhou a adesão de alguns clubes que deixaram a LAF - e com isso, a liga foi extinta pelo Paulistano. O Corinthians liderou de ponta a ponta o torneio, sempre acompanhado de perto de Palestra Itália, Santos e São Paulo da Floresta. O Corinthians chegou a última rodada com 42 pontos e só não seria campeão se fosse derrotado pelo Santos, que somava 40 pontos. Se o time do litoral vencesse, haveria a disputa de um jogo-extra para definir o campeão. Mesmo precisando apenas de um empate, os corintianos arrasaram os rivais santistas, vencendo a partida - disputada em 4 de janeiro de 1931 - por 5 a 2. Com mais estes cinco gols, o ataque corintiano chegou ao total de 94 em 26 jogos, com a fantástica média de 3,6 gols por partida.[31]

A base do time quase não mudou nestas três conquistas: Tuffy, Pedro Grané e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Filó, Apparício, Neco, Rato e De Maria. Grande destaque para as atuações do legendário trio formado pelo goleiro Tuffy e os zagueiros Pedro Grané e Del Debbio, dos atacantes Filó (um novo ídolo dos corintianos) e Neco (que se despedia do futebol, após 19 anos de dedicação ao clube do coração, e se consagrando como um dos grandes ídolos da história corintiana).[2]

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